terça-feira, 17 de julho de 2012

Voto livre

Há alguns anos vivíamos em cada eleição um clima de constrangimento, onde alguns coronéis analisavam a lista de candidatos e “sugeriam” em quem seus subalternos deveriam votar. Estava definido o processo eleitoral, ou seja, os candidatos faziam campanha entre os coronéis, quem tivesse mais coronéis em seu apoio estava eleito. Felizmente isto faz parte da história, embora ainda hoje alguns tentem fazer com que essa prática volte. Quem pode permitir que esta “velha prática” volte ou não, não é a justiça eleitoral, é o eleitor, isso mesmo o Senhor e a Senhora que estão lendo o Ponto de Vista neste momento. Quem permitir que um coronel “sugira” em qual candidato votar é (ir) responsável. Os coronéis aparecem disfarçados de amigos, oferecem em troca do voto ou de colocar uma placa no pátio, um rancho, uma gasolina, um favor qualquer, como consulta, remédio. Esses tipos de “favores” não passam de obrigações de governo e que não podem jamais ser trocadas por voto ou apoio, isso deve ser denunciado ao Ministério Público Eleitoral. Não custa lembrar comprar voto é crime, e vender também. Além de crime é leviano e sujo, usufruir de poder econômico para obter vantagem.

Um comentário:

  1. Tem um livro de História muito bom sobre isso, fala de uma época passada, mas a prática continua:
    Coronelismo, Enxada e Voto.

    Maria de Fátima Carvalho Silveira

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