Num
período, sob todos os prismas, ímpar, é impossível afirmar o que, de concreto,
pode ser feito, qual atitude deve ser tomada. Este momento é um dos únicos
senão o único que me recordo onde ouvir os mais velhos não é suficiente, e
afirmo isso, ou melhor, me arrisco ao afirmar isso, podendo parecer frio e
desrespeitoso, mas ma verdade todos sabem que me encanta ouvir quem tem mais experiência
e vivência do que eu, em suma, esta afirmação ocorre pelo simples fato de que
ninguém viveu nada parecido com isso mesmo quem tenha seus 120 anos (duvido que
exista). Nunca o Rio Grande interrompeu as aulas, nunca as lojas foram
obrigadas a fechar, nunca a tão falada emissora de TV fechou e interrompeu as
gravações de suas renomadas e badalas novelas, portanto, o momento por si só é
inédito.
As
pessoas me perguntam o que eu acho disso tudo, e eu, com um ar (até)
constrangedor, afirmo num sussurrado “não sei”, e esta é a mais verdadeira
resposta que já dei em toda minha vida, não me sinto no direito, mas
principalmente tenho a vigilância implacável da minha consciência que sabe do
dever de não querer inventar uma resposta que possa levar meu interlocutor (que
me procura por ter em mim uma confiança a qual eu sou eternamente grato) a
cometer algum excesso para mais ou para menos. Em momentos assim, que vejo nos
olhos dos que me cercam um ar de incredulidade ao ver que eu não sei uma
resposta segura, eu passo a segunda resposta (dentro da resposta) que é ainda
mais sincera e com o mesmo compromisso, “vamos pensar juntos, vamos analisar o
que pensam as pessoas que entendem do assunto, os profissionais da saúde’,
então desenvolvo uma linha de raciocínio que, na maioria das vezes, leva meus
amigos e seguidores a constatação de que é melhor ouvir quem sabe e calar-se do
que tentar impressionar correndo o risco de falar bobagem. O raciocínio é
simples: “se de 100 médicos, 99 afirmam um único diagnóstico é sinal de que algum
fator os leva a tal conclusão”.
Não
quis aqui fazer nada além de dizer e tentar levar uma mensagem de que
precisamos ter muita cautela nessa hora, que na minha modesta opinião podemos estar
incorrendo num grave erro ao “flexibilizar” a abertura do comércio (mesmo
sabendo da dificuldade de cada amigo e amiga neste momento), não sou contra nem
a favor por não entender tecnicamente do assunto, entendo todas as visões, mas
sigo o que dizem os que entendem que são os profissionais de saúde.
Este “desajeitado”
texto é uma singela homenagem e agradecimento a todos os profissionais que
atuam na área da saúde e que salvam vidas e evitam que muitas delas se percam
mesmo que para isso coloquem as suas em risco.
Obrigado.
Alex
Zanatta Riegel Leco