quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Incoerência do Governador 1 (Jornal 19)

O episódio da greve do Magistério é por si só polêmico, e como diz o gaúcho, daria ainda “muito pano pra manga”. Há nessa situação dois lados que devem ser vistos e compreendidos, um deles o dos professores que abraçaram a idéia e a promessa de Tarso Genro de pagar o piso nacional, que vale lembrar, criado por Genro quando ministro da Educação. O outro lado que merece atenção é o do Governador que ao assumir se deparou com a precária situação financeira dos cofres do estado, que segundo os técnicos do governo, sem nenhuma condição de colocar em prática essa que era a principal promessa dele no tocante da educação. Aos que gozam de uma boa memória, vale dizer que era esse um dos principais pontos de ataques do governador, ora candidato, contra a então governadora Yeda nos debates da campanha eleitoral do ano passado.
Depois da vitória de Tarso e da Unidade Popular pelo Rio Grande, o que se vê em vários temas é um festival de incoerência entre discurso eleitoral e prática de governo, o que joga o Governador até esse momento na vala comum dos demais que por lá passaram, uma pergunta fica no ar: Não sabia ele da real situação do estado?
Pois com referi no inicio desse texto, não vou me envolver nessa polêmica, acho que a greve sempre é válida por essa classe tão sofrida e tão fundamental na construção da sociedade, mas pergunto de os alunos precisam passar por isso nessas alturas do campeonato? Meu temor maior é que a paralisação prejudique as crianças e ainda para piorar, não resolva as questões cobradas pelos professores.

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