Acho e tenho fortes motivos para pensar que posso falar sobre nosso cartão de visitas que para quem não sabe é o bairro Lava-pés, é isso mesmo o nosso Lava-pés, bairro onde eu nasci, e que ao longo dos anos fiz muitas amizades, amizades que perduram e se fortalecem como o passar do tempo. Hoje, porém, o meu bairro virou referência na cidade como ponto de venda de CRACK, prostituição, esconderijo de ladrões e outros infratores mais. Que triste, saber que esse bairro lindo, de gente humilde e trabalhadora está refém do desmando, do poder paralelo. Penso e tento me colocar no lugar dos homens de bem, que são a grande maioria nesse bairro, que saem para trabalhar e deixam seus filhos em casa, nas mãos de Deus, vão voltam de seus trabalhos pensando e rezando para que Deus proteja suas famílias , para que seus filhos não sejam seduzidos pela vida “fácil” pela triste ilusão do mundo das drogas, que ao contrário do Poder Público, está lá 24 horas por dia, 7 dias por semana, fazendo plantão.
Quando teremos uma administração que olhe por essa gente? Que não faça promessas na eleição e depois os esqueça como se fosse uma conta onde o Carnê foi guardado num bolso de um casaco de inverno e só será achado no inverno seguinte quando a dívida já terá caducado? Nunca tivemos nenhuma administração que pensasse, elaborasse um projeto social para esta e outras comunidades, projeto que mostre que o poder público existe, que leve oficinas de teatro, música, cinema, produção literária, enfim, um poder público que faça que essas pessoas descubram que tem muito a mostrar, muito de bom a produzir, pois como falei no início do texto, nasci lá, saí muito cedo é verdade, hoje estou aqui pedindo socorro pelos amigos que lá tenho, que se tivessem oportunidade de escrever num espaço como esse do Jornal 19 de Julho, com certeza o fariam. Mas como fazer, tendo que dividir o seu tempo entre trabalhar e rezar para que suas famílias fiquem resguardadas todos os dias?
Até quando? AUTORIDADES? Até quando? POPULAÇÃO Encruzilhadense?
Sem dúvida o Lava-Pés tornou-se referência em Encruzilhada, infelizmente não por essas pessoas trabalhadoras e honestas, mas por uma minoria que lá se reguarda. temos em Encruzilhada duas secretarias: Assistência Social e a da Juventude, onde os secretários são Periazinho e Gilson. Essas são duas secretarias que possuem autonomia suficiente para elaborar projetos sociais e culturais como oficinas, cursos, bibliotecas, em fim. No entanto o que me parece faltar é competência!
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